O Impacto Social e Psicológico da Quimioterapia

impacto social e psicológico da quimioterapia

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Náuseas, vômitos e queda de cabelo são sintomas comuns da quimioterapia. Estes sempre foram considerados os maiores impactos que o tratamento traz para a vida dos pacientes. Mas uma pesquisa aponta que o impacto social e psicológico da quimioterapia pode ser muito mais forte do que o impacto físico.

 

impacto social e psicológico da quimioterapia

Os efeitos colaterais da quimioterapia em foco

Um estudo apresentado há poucos meses no Congresso da Sociedade Européia de Oncologia Médica (ESMO) na Espanha mostrou surpresas. O impacto social e psicológico da quimioterapia pode ser muito maior do que as consequências físicas que o tratamento traz.

A vida diária dos pacientes com câncer é sempre atribulada com os efeitos da quimioterapia. Esta é uma preocupação constante na vida dos médicos, tanto que pesquisas relacionadas estão sendo feitas desde a década de 80.

Este novo estudo usou pacientes com câncer de mama e ovário e mostrou que as preocupações e desconfortos mudam de acordo com o tempo e a fase do tratamento. Um total de 141 pacientes foram entrevistados, antes, durante e no final da quimioterapia.

Durante as entrevistas os pacientes recebiam dois grupos de cartas. Um grupo de cartas era referente aos efeitos colaterais físicos, e o outro mostrava os efeitos não-físicos. Era então pedido que selecionassem os 5 piores sintomas de cada grupo e classificassem por ordem de importância. Além disso, também selecionaram os cinco sintomas mais importantes de cada grupo e classificaram por importância, sem levar em consideração os principais.

 

O supreendente resultado

O resultado mostrou que os efeitos colaterais físicos, tais como náuseas e vômitos fatores, que estavam no topo das preocupações, não são mais os vencedores. No momento, os aspectos sócio-psicológicos se tornaram mais significativos para os pacientes.

De acordo com os médicos, as náuseas e vômitos não são mais um grande problema, pois a medicação moderna está sendo eficaz na maioria dos casos. A queda de cabelo continua sendo uma questão persistente no início do tratamento. Mas ao longo do tempo, a relevância destes efeitos diminui e os aspectos psicológicos acabam se tornando mais significativos.

Os distúrbios do sono e a ansiedade foram considerados os efeitos colaterais mais difíceis de lidar, explica o Dr. Beyhan Ataseven, autor do estudo:

“Olhando para as percepções dos pacientes durante todo o curso de sua quimioterapia, os efeitos colaterais mais difíceis com os quais eles lidam são distúrbios do sono – que se tornam cada vez mais importantes ao longo do tempo – e ansiedade sobre os efeitos de sua doença em seu parceiro ou família, o que continua sendo o maior problema.

 

Melhorias e mais qualidade de vida para os pacientes em quimioterapia

Dr. Beyhan acredita que as descobertas podem dirigir a melhorias nas terapias que são oferecidas. Um exemplo seria o início da inclusão de comprimidos para dormir no tratamento de rotina, procedimento que não foi feito até agora. Existe também uma necessidade clara de proporcionar apoio psicológico para enfrentar a ansiedade do paciente e da família.

A Sociedade Européia de Oncologia Médica tem planos de publicar em breve um documento se posicionando sobre estes resultados. No documento pretende divulgar as novas necessidades cuidados de apoio e paliativos recomendada aos pacientes, desde o diagnóstico e ao longo da doença. De acordo com a presidente da Sociedade, estes resultados mostram que existe uma lacuna entre o que os médicos acham que é perturbador e o que realmente incomoda os pacientes.

Felizmente a ciência avança, estudos como este são imprescindíveis para aproximar cada vez mais o conhecimento sobre os verdadeiros impactos dos efeitos nos pacientes. Apenas conhecendo o que importa poderemos achar as melhores soluções para tornar a quimioterapia um pouco mais confortável, ou, no mínimo, menos agressiva.

Dra. Alessandra Morelle

Fonte Link: Oncology News

 

Mais para explorar

Assine nossa newsletter

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência. Saiba mais no nosso termos de uso política de privacidade